O Juíz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Resende Silveira cassou o mandato de 13 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo porque receberam doações da AIB-Associação Imobiliária Brasileira em valor acima do permitido pela Lei Eleitoral 9.504/97; entre eles 5 são evangélicos; Vereador Carlos Alberto Bezerra Junior - recebeu R$ 100 mil
Carlos Apolinário - 200 mil
Ushitaro Kamia - 130 mil
Marta Freire da Costa - 180 mil
Adilson Amadeu - 200 mil
Estes 13 Vereadores, entre eles estes 5 evangélicos foram considerados inelegiveis pelo Juíz e podem apresentar recurso em segunda instância no TRE de São Paulo.
Redação da APEI - 19-10-09
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
A FÉ E O VOTO
Doação evangélica atinge R$ 1 bi e irriga campanhas.
As igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão. A igreja Católica, com mais adeptos, arrecada menos: R$ 680,5 milhões. Os números são na pesquisa sobre religião feita pelo Instituto Análise com mil pessoas em 70 cidades brasileiras.
Entre evangélicos, as igrejas que mais recolhem são pentecostais, como a Assembléia de Deus, e neopentecostais, como a Universal. Seus cofres engordam mensalmente com doações que chegam a quase R$ 600 milhões. Cada fiél doa em média R$ 31,48 - mais que o dobro dos católicos (R$ 14,01).
Evangélicos não-petencostais (presbiterianos e batistas, por exemplo), são mais generosos. Doam em média R$ 36,03. E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que políticos são um dos destinatários. "Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem igrejas na campanha".
As pesquisa mostra que o número de católicos continua em declínio. No Censo de 2000, eram 73,77% da população ante 15,44% de evangélicos. Nessa pesquisa, o número de católicos caiu a 59% e o de evangélicos subiu a 23%.
O cientista politico Cesar Jacob, autor do Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil, não tem dúvida sobre a força dos pentecostais e neopentecostais no voto do brasileiro. Depois de analisar o mapa eleitoral das últimas cinco eleições presidenciais constatou que Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula usaram a mesma estratégia para vencer. Nos grotões do Nordeste, fizeram alianças com oligarquias. Nas periferias, acordos com pastores e partidos populistas. O debate político é intenso sobretudo na classe média das grandes cidades.
Nos grotões e na periferia o que funciona é a máquina. Seja ela das igrejas pentecostais, dos populistas ou das oligarquias".
Para Diana, os fiéis aprovam o uso político da doação. "Acreditam que o Brasil está perdido. Que as drogas, o alcolismo, a violência são coisas do mal. Portanto na condução da sociedade alguém alinhado com a palavra de Deus é bom", explica. "Logo, precisam ter representação política". Edir macedo, fundador da Universal, é conhecido pela maioria dos brasileiros. Mas, para 70% dos entrevistados, "usa dinheiro da universal para enriquecer". Entre evangélicos, 57% dizem o mesmo. Mas, para 18%, ele é bom e tudo que faz com o dinheiro da universal é para o bem dos fiéis".
Fonte: Jornal da Tarde - Domingo 11-10-09
As igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão. A igreja Católica, com mais adeptos, arrecada menos: R$ 680,5 milhões. Os números são na pesquisa sobre religião feita pelo Instituto Análise com mil pessoas em 70 cidades brasileiras.
Entre evangélicos, as igrejas que mais recolhem são pentecostais, como a Assembléia de Deus, e neopentecostais, como a Universal. Seus cofres engordam mensalmente com doações que chegam a quase R$ 600 milhões. Cada fiél doa em média R$ 31,48 - mais que o dobro dos católicos (R$ 14,01).
Evangélicos não-petencostais (presbiterianos e batistas, por exemplo), são mais generosos. Doam em média R$ 36,03. E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que políticos são um dos destinatários. "Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem igrejas na campanha".
As pesquisa mostra que o número de católicos continua em declínio. No Censo de 2000, eram 73,77% da população ante 15,44% de evangélicos. Nessa pesquisa, o número de católicos caiu a 59% e o de evangélicos subiu a 23%.
O cientista politico Cesar Jacob, autor do Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil, não tem dúvida sobre a força dos pentecostais e neopentecostais no voto do brasileiro. Depois de analisar o mapa eleitoral das últimas cinco eleições presidenciais constatou que Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula usaram a mesma estratégia para vencer. Nos grotões do Nordeste, fizeram alianças com oligarquias. Nas periferias, acordos com pastores e partidos populistas. O debate político é intenso sobretudo na classe média das grandes cidades.
Nos grotões e na periferia o que funciona é a máquina. Seja ela das igrejas pentecostais, dos populistas ou das oligarquias".
Para Diana, os fiéis aprovam o uso político da doação. "Acreditam que o Brasil está perdido. Que as drogas, o alcolismo, a violência são coisas do mal. Portanto na condução da sociedade alguém alinhado com a palavra de Deus é bom", explica. "Logo, precisam ter representação política". Edir macedo, fundador da Universal, é conhecido pela maioria dos brasileiros. Mas, para 70% dos entrevistados, "usa dinheiro da universal para enriquecer". Entre evangélicos, 57% dizem o mesmo. Mas, para 18%, ele é bom e tudo que faz com o dinheiro da universal é para o bem dos fiéis".
Fonte: Jornal da Tarde - Domingo 11-10-09
terça-feira, 6 de outubro de 2009
ANIVERSÁRIO DA APEI
No Próximo dia 9 de Novembro de 2009 (segunda-feira) a APEI estarar comemorando seu 1° Aniversário na Câmara Municipal de São Paulo sito, Viaduto Jacarei, 100 - Auditório Prestes Maia (Plenarinho) 1° andar ás 19h. Não Percam!!!!!!!
CARNAVAL !!! QUE VERGONHA !!!! COM O DINHEIRO PÚBLICO.
O prefeito Gilberto Kassab transferiu para o carnaval de 2010 R$ 3,3 milhões que seriam destinados a obras viárias na cidade em parceria com o Governador José Serra. A Prefeitura alegou que o Estado vai bancar as obras. Em decreto publicado sábado no Diário Oficial da Cidade, Kassab também remanejou para o evento R$ 3,7 milhões reservados para a construção da Fábrica dos Sonhos, que abrigará barracões de escolas de samba e que seria concluído neste ano, segundo promessa dele.
Com o repasse, que somam R$ 7 milhões, os gastos com o carnaval superam R$ 20 milhões. O remanejamento de verbas é uma maneira de o prefeito alterar, ao longo do ano, o Orçamento proposto à Câmara Municipal e aprovado pelos vereadores. Os R$ 3,3 milhões, por exemplo, seriam destinados a obras como a da Nova Marginal e a da Avenida dos Bandeirantes.
Levantamento feito pelo PT na Câmara mostra que o valor previsto inicialmente no Orçamento para essas obras viárias foi reduzido em 40%, de R$ 254,8 milhões para R$ 153,2 milhões. Em agosto, Kassab já havia retirado da dotação R$ 11,6 milhões. À época, a Secretaria do Planejamento alegou que transferências não implicam prejuízo nas obras porque os recursos seriam utilizados no projeto da Nova Marginal, cujo custo total foi assumido pelo governo estadual. Ontem, a pasta não se manifestou.
Retirada de recursos da Fábrica dos Sonhos indica que o projeto não sairá do papel neste ano, já que restaram apenas R$ 3,9 milhões. A São Paulo Turismo diz que a Fábrica dos Sonhos não perde os R$ 3,7 milhões, mas tem o aporte adiado, por causa da premência do carnaval.
Para o vereador Antonio Donato (PT), vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara são mais um exemplo da falta de planejamento do governo municipal.
Com o repasse, que somam R$ 7 milhões, os gastos com o carnaval superam R$ 20 milhões. O remanejamento de verbas é uma maneira de o prefeito alterar, ao longo do ano, o Orçamento proposto à Câmara Municipal e aprovado pelos vereadores. Os R$ 3,3 milhões, por exemplo, seriam destinados a obras como a da Nova Marginal e a da Avenida dos Bandeirantes.
Levantamento feito pelo PT na Câmara mostra que o valor previsto inicialmente no Orçamento para essas obras viárias foi reduzido em 40%, de R$ 254,8 milhões para R$ 153,2 milhões. Em agosto, Kassab já havia retirado da dotação R$ 11,6 milhões. À época, a Secretaria do Planejamento alegou que transferências não implicam prejuízo nas obras porque os recursos seriam utilizados no projeto da Nova Marginal, cujo custo total foi assumido pelo governo estadual. Ontem, a pasta não se manifestou.
Retirada de recursos da Fábrica dos Sonhos indica que o projeto não sairá do papel neste ano, já que restaram apenas R$ 3,9 milhões. A São Paulo Turismo diz que a Fábrica dos Sonhos não perde os R$ 3,7 milhões, mas tem o aporte adiado, por causa da premência do carnaval.
Para o vereador Antonio Donato (PT), vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara são mais um exemplo da falta de planejamento do governo municipal.
A VOZ DO POVO NÃO É A VOZ DE DEUS
Meu nobre colega e irmão em Cristo Fausto Rocha, que foi Jornalista da TV durante 40 anos, apresentando Tele-jornais em Redes Nacionais como o SBT, afirma, com base bíblica, e buscando a verdade dos fatos, que A VOZ DO POVO NÃO É A VOZ DE DEUS.
REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS
Repórteres sem fronteiras vê "Bagunça Jurídica"
Chefe da principal ONG em defesa do jornalismo no mundo aponta viés "caricatural" nas posições do TJ-DF.
De Paris, Benoít Herveu exerce, no escritório da Repórteres Sem Fronteiras para as Américas, um dos principais cargos na mais respeitad organização não-governamental de proteção ao jornalismo mundial. Filósofo, sociólogo e jornalista, Herviel acompanha de perto o périplo judicial que envolve a censura ao Estado. "A fronteira perfeita entre a justiça e o poder político não existe em todos os países. Mas o problema é que esse caso é realmente uma grave caricatura da situação brasileira", resumiu. Os 66 dias de mordaça e o vaivém do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que na ultima quarta-feira se declarou sem competênca no caso e decidiu enviar o processo à Justiça maranhence, levaram o chefe da Repórteres Sem Fronteiras a classificar o caso como "bagunça jurídica. Uma censura prévia é injusta, mas uma incompetência jurídica que decide mante-la é incrivel. É jurídicamente nonsense", observou.
O termo mais usado por Herviel, na entrevista por telefone ao Estado, foi "incompreensível". Ele lembrou, passo a passo, como se tivesse cronologia da mordaça em mãos, as "incoerências" da atuação da justiça. Segundo ele, do exterior é "muito díficil" entender o que está acontecendo.
De maneira sucinta, o especialista francês foi a essência do caso. "existir erros de parte da mídia, é verdade, mas é uma informação de interesse público, uma investigação sobre uma pessoa importante, Fernando Sarney Filho, filho de um ex-presidente do País e agora presidente do Senado, José Sarney. Então porque proibir um jornal de falar disso?", questionou o chefe da ONG.
Para responder à sua própria pergunta, ele comparou a censura do Estado com casos semelhantes ocorridos em todo o País. "Isso que é caricatural. No Brasil, o filho do governador é neto do delegado, que é o filho do juíz. Isso explica tantas medidas de censura prévia contra a imprensa."
É normal que neste contexto a justiça se pronuncie a favor de políticos que estão muito próximo de instítuições jurídicas ou policiais", afirmou o especialista. "Ouvimos muito sobre isso sobretudo nas regiões Norte e Nordeste."
O País estaria privado, portanto, de uma justiça imparcial, na opinião de Hervieu. "A regra é a imparcialidade, mas Dácio Vieira, o desembargador que acolheu a liminar que censurou o Estado, era uma pessoa próxima do senador José Sarney. Nós já haviamos mencionado esse conflito de interesses", anotou.
Para o Francês, o envio do caso para o Maranhão, berço da família Sarney, é uma "contradição flagrante" e só agrava a situação. "Temos um problema de lugar", disse.
Todos os brasileiros sabém perfeitamente que a família Sarney tem bastante presença lá. O prédio do Forum em São Luis chama-se Desembargador Sarney Costa! É o Pai de Sarney! Vai ser dificil ter garantia de imparcialidade, de Justiça neutra", opinou.
SÍMBOLO RUIM"
Mais do que um caso de censura prévia, a mordaça ao Estado. O que podemos esperar agora que o caso seja julgado, retomado, em níveis superiores, como no Superior Tribunal de Justiça.
Assim poderá fazer jurísprudência para acabar com esse método de censura prévia que lembra o período da ditadura.
FISCALIZAÇÃO
De acordo com Hervieu, a Repórteres Sem Fronteiras, além de acompanhar de perto a situação de censuras ao jornal, acredita que o caso é impactante e merece atenção redobrada, porque aponta um problema básico da liberdade de expressão brasileira. O objetivo, destaca, é sensibilizar a opinião internacional. "Não pode haver censura quando existe uma constituição que proibe obstáculos ao dever de informar." O Estado aguarda a publicação da dicisão judicial para tomar providências. Pode apelar ao STJ ou ao STF ou ainda tentar barrar o envio do processo para o Maranhão.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - A8 Nacional - 5/10/09 para a APEI.
Chefe da principal ONG em defesa do jornalismo no mundo aponta viés "caricatural" nas posições do TJ-DF.
De Paris, Benoít Herveu exerce, no escritório da Repórteres Sem Fronteiras para as Américas, um dos principais cargos na mais respeitad organização não-governamental de proteção ao jornalismo mundial. Filósofo, sociólogo e jornalista, Herviel acompanha de perto o périplo judicial que envolve a censura ao Estado. "A fronteira perfeita entre a justiça e o poder político não existe em todos os países. Mas o problema é que esse caso é realmente uma grave caricatura da situação brasileira", resumiu. Os 66 dias de mordaça e o vaivém do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que na ultima quarta-feira se declarou sem competênca no caso e decidiu enviar o processo à Justiça maranhence, levaram o chefe da Repórteres Sem Fronteiras a classificar o caso como "bagunça jurídica. Uma censura prévia é injusta, mas uma incompetência jurídica que decide mante-la é incrivel. É jurídicamente nonsense", observou.
O termo mais usado por Herviel, na entrevista por telefone ao Estado, foi "incompreensível". Ele lembrou, passo a passo, como se tivesse cronologia da mordaça em mãos, as "incoerências" da atuação da justiça. Segundo ele, do exterior é "muito díficil" entender o que está acontecendo.
De maneira sucinta, o especialista francês foi a essência do caso. "existir erros de parte da mídia, é verdade, mas é uma informação de interesse público, uma investigação sobre uma pessoa importante, Fernando Sarney Filho, filho de um ex-presidente do País e agora presidente do Senado, José Sarney. Então porque proibir um jornal de falar disso?", questionou o chefe da ONG.
Para responder à sua própria pergunta, ele comparou a censura do Estado com casos semelhantes ocorridos em todo o País. "Isso que é caricatural. No Brasil, o filho do governador é neto do delegado, que é o filho do juíz. Isso explica tantas medidas de censura prévia contra a imprensa."
É normal que neste contexto a justiça se pronuncie a favor de políticos que estão muito próximo de instítuições jurídicas ou policiais", afirmou o especialista. "Ouvimos muito sobre isso sobretudo nas regiões Norte e Nordeste."
O País estaria privado, portanto, de uma justiça imparcial, na opinião de Hervieu. "A regra é a imparcialidade, mas Dácio Vieira, o desembargador que acolheu a liminar que censurou o Estado, era uma pessoa próxima do senador José Sarney. Nós já haviamos mencionado esse conflito de interesses", anotou.
Para o Francês, o envio do caso para o Maranhão, berço da família Sarney, é uma "contradição flagrante" e só agrava a situação. "Temos um problema de lugar", disse.
Todos os brasileiros sabém perfeitamente que a família Sarney tem bastante presença lá. O prédio do Forum em São Luis chama-se Desembargador Sarney Costa! É o Pai de Sarney! Vai ser dificil ter garantia de imparcialidade, de Justiça neutra", opinou.
SÍMBOLO RUIM"
Mais do que um caso de censura prévia, a mordaça ao Estado. O que podemos esperar agora que o caso seja julgado, retomado, em níveis superiores, como no Superior Tribunal de Justiça.
Assim poderá fazer jurísprudência para acabar com esse método de censura prévia que lembra o período da ditadura.
FISCALIZAÇÃO
De acordo com Hervieu, a Repórteres Sem Fronteiras, além de acompanhar de perto a situação de censuras ao jornal, acredita que o caso é impactante e merece atenção redobrada, porque aponta um problema básico da liberdade de expressão brasileira. O objetivo, destaca, é sensibilizar a opinião internacional. "Não pode haver censura quando existe uma constituição que proibe obstáculos ao dever de informar." O Estado aguarda a publicação da dicisão judicial para tomar providências. Pode apelar ao STJ ou ao STF ou ainda tentar barrar o envio do processo para o Maranhão.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - A8 Nacional - 5/10/09 para a APEI.
Assinar:
Comentários (Atom)