segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A FÉ E O VOTO

Doação evangélica atinge R$ 1 bi e irriga campanhas.

As igrejas evangélicas no Brasil recolhem por mês entre seus fiéis mais de R$ 1 bilhão. A igreja Católica, com mais adeptos, arrecada menos: R$ 680,5 milhões. Os números são na pesquisa sobre religião feita pelo Instituto Análise com mil pessoas em 70 cidades brasileiras.
Entre evangélicos, as igrejas que mais recolhem são pentecostais, como a Assembléia de Deus, e neopentecostais, como a Universal. Seus cofres engordam mensalmente com doações que chegam a quase R$ 600 milhões. Cada fiél doa em média R$ 31,48 - mais que o dobro dos católicos (R$ 14,01).
Evangélicos não-petencostais (presbiterianos e batistas, por exemplo), são mais generosos. Doam em média R$ 36,03. E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que políticos são um dos destinatários. "Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem igrejas na campanha".
As pesquisa mostra que o número de católicos continua em declínio. No Censo de 2000, eram 73,77% da população ante 15,44% de evangélicos. Nessa pesquisa, o número de católicos caiu a 59% e o de evangélicos subiu a 23%.
O cientista politico Cesar Jacob, autor do Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil, não tem dúvida sobre a força dos pentecostais e neopentecostais no voto do brasileiro. Depois de analisar o mapa eleitoral das últimas cinco eleições presidenciais constatou que Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula usaram a mesma estratégia para vencer. Nos grotões do Nordeste, fizeram alianças com oligarquias. Nas periferias, acordos com pastores e partidos populistas. O debate político é intenso sobretudo na classe média das grandes cidades.
Nos grotões e na periferia o que funciona é a máquina. Seja ela das igrejas pentecostais, dos populistas ou das oligarquias".
Para Diana, os fiéis aprovam o uso político da doação. "Acreditam que o Brasil está perdido. Que as drogas, o alcolismo, a violência são coisas do mal. Portanto na condução da sociedade alguém alinhado com a palavra de Deus é bom", explica. "Logo, precisam ter representação política". Edir macedo, fundador da Universal, é conhecido pela maioria dos brasileiros. Mas, para 70% dos entrevistados, "usa dinheiro da universal para enriquecer". Entre evangélicos, 57% dizem o mesmo. Mas, para 18%, ele é bom e tudo que faz com o dinheiro da universal é para o bem dos fiéis".

Fonte: Jornal da Tarde - Domingo 11-10-09

Um comentário:

  1. A VERDADEIRA POLÍTICA, SEJA PELA FÉ, SEJA PELO VOTO.....
    Atendendo ao principio constitucional pátrio da liberdade de culto em nosso Brasil, este que é considerado País laico (Livre para as várias religiões) e, portanto, cumpridor da fonte e principio constitucional inserido no Art. 5° da Constituição Federal do Brasil, bem como, atendendo assim, ao que nos dita tal principio fundamental, sabe-se que a pessoa humana (Inserida nesta a do Cristão Pentecostal) deve, em muito, fazer parte como autoridade constituida por Deus nos destino do ser humano de nossa Pátria, independentemente de ser Cristão, seja pela via católica apostólica romana, via católica apostólica russa ou outra qualquer interessada, porém O POVO BRASILEIRO SENTIR-SE-Ã HONRADO POR VOTAR NAQUELES QUE COMO VERDADEIROS CRISTÃOS E NAS AUTORIDADES CONSTITUIDAS POR DEUS (Lideranças sérias do povo de Deus). Zelam com fidelidade dos seus deveres como Dízimistas e Doadores Livres, tudo de acordo com a graduação da fé de cada um, e sempre pela Ética e pela Moral da Fé, em favor de um País abençoado.

    É CEDIÇO POR TODOS, QUE TODOS OS CRISTÃOS NÃO DEVEM SOFRER COM OS EFEITOS MALÉFICOS COMETIDOS POR UMA MEIA DÚZIA DE LIDERES PREOUCUPADOS EM MUITO NA ARRECARDAÇÃO PECUNIÁRIA AO INVÉS DA PREGAÇÃO VERDADEIRA DO ENVANGELHO RUMO A SALVAÇÃO DA ALMA DO SER HUMANO.

    QUEM É INSTITUTO ANALISE???????????????????????
    QUEM É ALBERTO ALMEIDA??????????????????????

    Jornalista,Dr. e Evangelista Raimundo Carlos de Moura - Diretor da OMEBE do Estado de São Paulo e da APEI

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