segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Usuários de drogas rejeitam auxílio médico na Cracolândia

O atendimento médico oferecido a usuários de drogas da Cracolândia foi recusado em 93% das 7.730 abordagens feitas pelos agentes da Secretária Municipal da Saúde de São Paulo até o dia 30 de agosto. Quarenta dias após o ínicio de uma nova operação para revitalizar a região, foram realizados 565 encaminhamentos médicos e 64 internações.
O fechamento de 13 hotéis e o cerco policial, com a prisão de 77 pessoas, não evitaram que viciados continuem circulando em grupos na região central, em áreas como como Praça da República, Largo do Arouche e Avenida São João. O foco da operação está concentrado na região residêncial de Campos Elísios, entre a Av. Duque de Caxias e Alameda Ribeiro da Silva. A presença dos consumidores também se tornou maior nas pequenas travessas onde a Cracolândia surgiu em 1989, perto da Estação da Luz. As ruas do Boticário e do Triunfo são dois exemplos de locais reocupados pelos viciados para consumir crack.
"Não foi resolvido o problema. Temos alguns pontos, principalmente na parte do bulevar da São João, ainda ocupados pelos grupos de dependentes. A estratérgia é cansá-los", disse o comandante do policiamento da Policia Militar no centro, coronel Marcos Roberto Chaves.
(da AE)

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